01/05/12

O papel da escola no processo educativo de Direitos Humanos

Na vídeo-aula 26 a Professora Aida Monteiro discute a Educação como um direito social básico que deve contribuir para humanização de todas as pessoas. É papel da escola garantir uma educação que possibilite às pessoas a terem consciência e conhecimento dos seus direitos e deveres, através de práticas pedagógicas que contribuam para a problematização, a crítica e a construção do conhecimento nas diversas áreas do currículo, dialogando com os conhecimentos de direitos humanos.

O que é a escola? A escola é um espaço muito importante porque é um local onde se socializa, se aprende e se constrói diferentes aprendizagens (cognitivo, emocional, afetivo).


Qual a sua função social? É possibilitar os conhecimentos nos diversos campos e que seja transversalizado por valores, concepções e crenças que perpassam a nossa subjetividade.
O que ela contribui na área dos Direitos Humanos? A escola para trabalhar a proposta de Direitos Humanos é preciso que ela tenha uma intencionalidade, que tenha uma proposição, é preciso ter ações que busquem o fortalecimento da democracia, com ações democráticas. E isso requer um Projeto Político Pedagógico, que fortaleça a ampliação dos direitos e o respeito aos direitos.
Aprender a respeitar é um processo que se aprende desde a infância e a escola é o espaço em que ela trabalha esse diálogo permanente. Os conteúdos dos Direitos Huamnos precisam dialogar com o restante do currículo e mais, precisa estar explícitos no currículo. É necessário estudar os documentos que norteiam as legislações e os que dizem quais são nossos direitos. A metodologia de trabalho deve contribuir para que o aluno possa aprender, onde ele possa fazer a crítica, problematizar e principalmente dialogar.
O que acontece fora da escola precisa ser trazido para o interior da escola para que a escola dialogue. Trazer temas, como por exemplo, a violência, através das diversas linguagens (música, teatro, artes plásticas, etc.).
Trabalhar a identidade do estudante também é muito importante, para que ele se veja como pessoa/sujeito de direito/sujeito de deveres.
Para mudar mentalidades, a forma de ser, pensar e agir, isso só acontece se realmente repensássemos uma contracultura a favor dos direitos humanos, enraizar a compreensão do outro como ser social e de direitos.
A professora Ainda Monteiro, diz: “As práticas de cidadania devem ser vivenciadas no cotidiano, sem interrupções de tempo, espaço e lugar. É dessa forma que as pessoas as incorporam no seu modo de ser, pensar e agir.” Ela também ressalta que a EDH deve permear a formação inicial e continuada dos educadores. O PAPEL DA ESCOLA NO PROCESSO DE EDUCATIVO DE DIREITOS HUMANOS de Aida Maria Monteiro Silva
É fato que o papel da escola passou por mudanças nas últimas décadas, mas o fato é que o mundo também mudou. Não dá para continuar a tentar ensinar como se ensinava na nossa infância, muita coisa mudou, inclusive a educação, que agora tem que ser inclusiva. Para ela ser de fato inclusiva, os Direitos Humanos devem estar permeando todo o trabalho, e como disse a professora Aida, deve estar explícito no Projeto Político Pedagógico. As mudanças fazem parte da nossa vida, mas encontramos muita resistência em trazer mudanças para a educação, infelizmente.


Mudam-se os Tempos, Mudam-se as Vontades

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança:
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.

Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança:
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem (se algum houve) as saudades.

O tempo cobre o chão de verde manto,
Que já coberto foi de neve fria,
E em mim converte em choro o doce canto.

E afora este mudar-se cada dia,
Outra mudança faz de mor espanto,
Que não se muda já como soía.

Luís Vaz de Camões, in "Sonetos"

Dalvanice dos Santos Sousa

EACH USP Leste II - Turma D

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